Era um dia como qualquer outro. Eu tinha aula, me levantei, tomei café, me arrumei e fui para aula.
Cheguei em casa meio-dia e quinze, almocei, troquei de roupa e liguei o computador,. Como de costume, abri o MSN, e entrei no orkut, porém havia um convite para aceitar no orkut. Eu normalmente não aceito desconhecidos, então, recusei, era uma menina chamada Rafaela. Quando me dei conta, ela era da minha sala. Era linda, morena, olhos verdes, um corpo que dava inveja a muitas. Então eu a adicionei.
Depois de uns dez minutos ela me aceitou, e pediu meu MSN, ela me adicionou, e me chamou, ficamos umas duas horas conversando. Logo depois, ela botou um amigo dela na conversa, o Lucas, ou como ela chamava, o '' Preto ''.Conversamos por horas, praticamente viramos a noite conversando. Ele me adicionou e começamos a conversar constantemente.
Comecei a gostar do Lucas, de outra forma, porém havia um problema, eu Bruna, sou de Porto Alegre, e ele de Joinville. E também eu, nem sabia se ele gostava realmente de mim.
Resolvi falar para ele o que eu realmente sentia! Para minha surpresa, ele falou que sentia a mesma coisa.
O Lucas, tinha pele clara, olhos castanhos esverdeados, usava aparelho, cabelos negros, tinha mais ou menos 1,85 de altura. O único problema é que ele completaria 19 anos em outubro, dia 10. E eu, tinha apenas 15. Meus pais jamais iriam apoiar esse relacionamento, ainda mais com um menino que conheci pela internet. Eu haveria que enfrentar, muitas coisas por esse amor. E eu estava a TUDO por ele para mim, só pra mim.
Passaram-se alguns dias, e esse amor crescia cada vez mais dentro de mim, a vontade de abraça-lo, senti-lo, e toca-lo aumentava.
Aconteceu uma coisa inesperada, minha mãe, havia sido transferida, e para Joinville, claro que eu fiquei muito feliz. Mas, meu pai teria que continuar morando em Porto, e isso me deixou meio mal, eu o veria, apenas duas vezes ao mês, mas mesmo assim, eu preferia morar com minha mãe.
Depois de um mês, fui me despedir dos meus amigos, quando eu vi a Rafaela, corri para abraça-la, aperta-la, dei um beijo na bochecha, e me despedi.
Chegando em casa, arrumei minhas coisas, pois teria que ir para o aeroporto logo cedo. Dormi por apenas três horas. Me levantei quando o celular despertou. Me arrumei, peguei as malas fui até meu pai me despedir, e fui para o táxi.
Quando estava perto do aeroporto meu celular tocou, era o Lucas, atendi correndo, e contei que iria me mudar, ele quase gritou no telefone, começou a falar que me amava e que iria me esperar lá no aeroporto de Joinville. Automaticamente abriu um sorriso em meu rosto, dei tchau e desliguei. Minha mãe ficou meio que sem entender o motivo pelo qual eu fiquei boba.
Chegamos ao aeroporto, ficamos uma hora esperando o voo. Nos chamaram oito e quinze da manhã. Fiquei na cadeira da janela. Como Porto Alegre fica '' perto '' de Joinville, não demorou muito, mais ou menos 45 minutos.
Quando cheguei lá, fui pegar as malas, e fiquei procurando o Lucas... Depois de tanto procurar, vi um menino de calça jeans e uma blusa do Inter.
Fui até ele, quando ele se virou, fui até ele e dei um abraço. Era ele! Porém, não deu tempo para nada, minha mãe me viu, e foi correndo saber o que estava acontecendo. Foi automático, ela me puxou e fez explicar aquela cena. Então eu contei tudo para ele, desde a conversa em grupo. Ela ficou meio que comovida com a história, é ( risos ). Ela foi até o Lucas, e começou com aquelas falas tipicas de mãe, foi tenso.
Enfim, ela terminou aquela droga de conversa, e me chamou para ir embora. Então abracei ele, e fui com a minha mãe.
Chegamos no apartamento, onde iriamos morar. Ele era bom, tinha dois quartos, sala, cozinha, um banheiro grande, área de serviço. Minha mãe já havia providenciado, os móveis e a comida.
Eu estava muito cansada, então fui tomar um banho e almoçar. Antes de sair, liguei para meu pai, e falei do Lucas, ele ficou meio bravo mas acabou aceitando.
Fui almoçar, já era mais ou menos uma hora da tarde, então eu e minha mãe almoçamos e fomos em um shopping que havia ali perto.
Quando chegamos lá, fomos direto comprar roupas, como de costume. Dentro de uma loja, esbarrei com um menino, quando olhei para o rosto, era ele, com seu sorriso que me deixava sem fôlego, olhei fixamente para ele, minhas mãos suavam frio, e não conseguia parar de olhar aqueles lindos olhos castanhos esverdeados... Ficamos assim até que ele me chamou, e eu “ acordei “. Ele pediu para sair comigo, não pensei duas vezes, aceitei sem pensar duas vezes. Dei um beijo na bochecha. Fui ao encontro da minha mãe.
Passei a tarde inteira no shopping, comprei uma roupa para sair com o “Preto”. Cheguei de manhã, acordei acordei com minha mãe gritando:
Bruna, Bruna, 10 horas, acorda!
Levantei aos pulos, e fui tomar um café. Eu estava tão feliz, eu achava que nada poderia estregar aquele sonho! Sim, eu era idiota.
Minha mãe foi trabalhar quase meio-dia, e eu fiquei em casa. Estava em férias, então arrumei a casa. Quando terminei, fui procurar a roupa que eu gostasse para ir até a casa do Lucas.
Ele me ligou para passar o endereço e falou que me esperava lá as 7 da noite.
Eu me arrumei, coloquei uma blusa estampada, com uma saia de cintura alta preta, passei uma maquiagem básica, e sequei o cabelo. Quando olhei no relógio, ainda era seis e quinze, e como a casa do Lucas ficava meio longe, resolvi sair e pegar um taxi.
Cheguei lá, mais ou menos 18:45.
Como ele havia dito para mim entrar sem bater, eu entrei. Quando abri a porta estava meio escuro, quando fui na sala, ele estava aos beijos com outra menina, ele me viu e foi atrás de mim, eu dei um tapa nele, e fui para casa.
Acabei que fui morar com meu pai, e com esse “romance”, aprendi que nem sempre devemos confiar em todos, e em tudo o que dizem.
Nathany P. Borba
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O que for pra ser vigora
“Coisas especiais acontecem por acaso. De uma hora para outra, você pode conhecer alguém.”
Puro clichê, verdadeiras histórias de amor demoram a acontecer. Ah, diferente do que falam por ai, nenhuma é igual a outra.
A nossa história está se formando pouco a pouco, afinal somos jovens. Lembro da primeira vez que te vi. Da primeira vez que falei contigo, pernas bambeando, coração batendo forte. Lembro também de observar que você se constrangia toda a vez que nossos olhares se encontravam.
E como não citar os desencontros? Eles tomaram boa parte do começo da nossa história. Nunca podíamos nos ver. E como eu sofria, pensando que nunca mais teria oportunidade de vê-lo novamente. Você demonstrava o mesmo desespero, a agonia de pensar como seria se os desencontros do passado não tivessem existido.
Mas, mesmo assim, continuamos a cultivar esse carinho que habita o nosso ver, continuamos ao ponto de explodir de desejo. O re-encontro foi magnífico , poucas palavras, muitos olhares, as bocas se encontraram como se soubessem de cor o caminho, os sorrisos que por mais abrangentes que fossem, não conseguiam expressar todo o amor que correu em nosso peito. E logo depois, o abraço apertado que veio acompanhado de um “nunca mais te deixo ir”.
E foi assim, a nossa história, diferente das demais admito, mas não menos bonita.
Uma história que prova, que mesmo nesse mundo onde desencontros acontecem, nada pode vencer corações amarrados pelo destino.
Eduarda V. Lima
Puro clichê, verdadeiras histórias de amor demoram a acontecer. Ah, diferente do que falam por ai, nenhuma é igual a outra.
A nossa história está se formando pouco a pouco, afinal somos jovens. Lembro da primeira vez que te vi. Da primeira vez que falei contigo, pernas bambeando, coração batendo forte. Lembro também de observar que você se constrangia toda a vez que nossos olhares se encontravam.
E como não citar os desencontros? Eles tomaram boa parte do começo da nossa história. Nunca podíamos nos ver. E como eu sofria, pensando que nunca mais teria oportunidade de vê-lo novamente. Você demonstrava o mesmo desespero, a agonia de pensar como seria se os desencontros do passado não tivessem existido.
Mas, mesmo assim, continuamos a cultivar esse carinho que habita o nosso ver, continuamos ao ponto de explodir de desejo. O re-encontro foi magnífico , poucas palavras, muitos olhares, as bocas se encontraram como se soubessem de cor o caminho, os sorrisos que por mais abrangentes que fossem, não conseguiam expressar todo o amor que correu em nosso peito. E logo depois, o abraço apertado que veio acompanhado de um “nunca mais te deixo ir”.
E foi assim, a nossa história, diferente das demais admito, mas não menos bonita.
Uma história que prova, que mesmo nesse mundo onde desencontros acontecem, nada pode vencer corações amarrados pelo destino.
Eduarda V. Lima
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